Rend-toi

Détachez-vous de ce que vous emprisonne
Sentez-vous le vent souffler
Écoutez le chant des oiseaux
Et tranquillise vos pensées.

Libérez-vous de l’égoïsme
Libérez votre soi caché
Profitez du son de la nature
Et vous vous sentirez moins perdu.

Mettez vos pieds sur le sol
Allongez-vous sur l’herbe tendre
Sentez-vous l’univers autour de vous
Et connaissez la plénitude divine.

Vivez votre jour maintenant
Dansez si vous voulez danser
Chantez si vous voulez chanter
Bien sûr, tout va s’affleurer.

Entregue-se

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Desprenda-se do que te aprisiona
Sinta o sopro do vento
Escuta o canto dos pássaros
E sossega os teus pensamentos

Liberta-te do egoísmo
Solta o teu eu escondido
Aprecie o som da natureza
E se sentirá menos perdido

Coloca os teus pés no chão
Deita na grama macia
Sinta o universo a sua volta
E conhecerá a plenitude divina

Vive o teu dia agora
Dança se quiseres dançar
Canta se quiseres cantar
Que naturalmente tudo se aflorará

Um mero Vendaval

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Onde já se viu!
Quem se apaixonaria por mim,
Com tanta gente interessante por aí?
Quem perderia seu tempo,
Se eu só sei sofrer e cair?

Logo eu,
Que não sou a perfeição desejada.
A bendita flor do teu jardim
E nem a pureza desenhada

Sou apenas a tua louça suja,
Um arame farpado,
Cacos de um vidro quebrado
E na estrada escura sou um pneu furado

Sou tua ressaca aos domingos,
Tua insônia maldita,
Aquela dor nas costas
E tua conta de energia

Sou teu uísque sem gelo,
Sou teu carro sem gasolina,
Sou teu atraso de vida,
Tua ânsia de vômito repentina

Motivos já não faltam
Para que eu seja desinteressante.
Sigo com meus sentimentos cansados,
Mas para os teus olhos
Sou ventania contante

 

Delírios de uma prostituta

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Morri dias atrás
Mas porque diabos não haveria de morrer?
Morri da fome do teu corpo
E do teu jeito largado de ser

Morri de ciúmes
Do vento que lhe inundava os cabelos
Dos cigarros que se derretiam na sua boca
E do arrepio dos teus pelos

Morri de vontades
Da tua boca faminta
Morri de angústias
E me dei por vencida

Não sou sua dama
Muito menos sua musa
Mas fizestes de mim
Uma escrava inteiramente tua

 

Entre o nascer do Sol e o meio-dia

foto_2305Juro pelo sangue que escorre pelas minhas pernas
Que você é o tormento dos pecados dela.
Juro pelas minhas unhas descascadas,
Pela minha alimentação mal criada,
Que às vezes ela se distrai lembrando da sua risada.
Juro também pela minha dor nas costas
E pelo cabelo que ainda me resta,
Que no domingo ela passou o dia falando do beijo daquela festa.
Juro pela minha mão canhota
E pelas melancias que ainda não comi,
Que nas minhas andanças amor maior eu nunca vi.

Um viajante qualquer

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Sou apenas um bêbado,
Em um boteco qualquer.
Soltando poesia pelas ruas,
Pisando em lama e no meu próprio chulé

Perdi minha carteira,
Meu respeito e meu poder.
Agora sou apenas isso aqui.
Que você, com seus olhos, consegue ler

Nunca tive mulheres,
Mesmo quando diziam que eram minhas.
Só tenho a solidão,
Que sempre me acolheu com boas vindas

Perdão, pai, pois eu pequei
E virei isso

Seja como for,
Julgado eu serei,
E se tiver alguma sorte
Para o inferno eu irei

 

Girassol

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Menina bordada de pureza
Que deixa sua doçura por onde passa
Sempre enfeita os meus dias
Independente do que faça

Mesmo pequenina tem um grande coração
Se chama Juliana
Possui o rosto rosado
A mente aberta
E um sorriso largo

Com seus belos cachinhos
Ela caminhava pela luz do entardecer
Seus cabelos cor de sol
Faziam o dia florescer

Enquanto a luz do dia se espreguiçada
Ela seguia andando
E naquele céu cor de oceano
Se via os pássaros voando

A tarde se transformava em noite
E o dia se despedia do sol,
Mas o que Juliana não sabia
Era que naquela tarde
Ela foi o mais belo girassol

Fabiana e suas Luas

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Subi ladeiras correndo
Nadei pelada em um rio coberto de gelo
Vomitei em estranhos
Saboreei sentimentos alheios

Senti a brisa do vento
Pisei em corações
Falei mais alto
E ri dos teus sermões

Fui santa aos teus olhos
Tua amante preferida
Fui para muitos uma vergonha
Mas nunca fui esquecida

Fui tua, fui deles
Fui e voltei mais cedo
Beijei corpos suados
Gemi ouvindo segredos

Morri de amores
Fugi pela contramão
Me libertei
Voei sem direção
Fui da vida
E me atirei no seu colchão

Fiquei por cima
Me rastejei pelo chão
Fiquei na sua
Ouvi rumores com um drinque na mão

Brinde comigo
Ou fuja pelo caminho mais perto
Descubra-me se for capaz
Você costumava ser esperto

Dormi…

Dormi…

Dormi…

Fumei cigarros e pessoas
Olhei o céu estrelado com um desconhecido
Corri a noite na areia da praia
Sussurrei no seu ouvido

Sorri de piadas sem graça.
Chorei pela falta dos cigarros.
De salto ou descalça
Eu feri e machuquei.
Fui usada
E ousei

Abusei da sua boa vontade.
Eu me entreguei a tudo isso.
Não quero ser deles e nem sua.
Sou feita do agora
E de luas

É seu, desde que você queira

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Escrevo mais um poema para você,
Mas sinto que talvez você não leia,
Pois nunca se importou muito
Com as coisas que escrevo,
Mas espero que esse você queira

Já faz um tempo
já faz alguns anos,
Mas sempre me escondi
Por entre os panos

Nunca soube dizer
E ainda não sei,
Mas esses dias chuvosos
Lembram você

Lembram pelo cheiro
Que a chuva tem,
Aquele cheiro de saudade,
E do barulhinho suave que dela vem

A verdade é que sou pequena e frágil,
Talvez eu tenha demonstrado ser forte.
Todo dia me pergunto
Se o que eu sinto por você
é azar ou sorte

Mesmo que você me ame
Eu não poderia me entregar,
Pois me entregaria
De uma forma tão solta
Que poderia te assustar

Tudo que escrevo é sincero
E é a minha maneira de falar,
Já que não sei me desprender
Desse vício que é te amar