Útero Mãe

corpo-altar

A floresta é minha casa
E a lua é quem me guia
Sou virgem santa
E mãe geradora dos meus filhos

Sou esposa de mim mesma
Sou filha da divina terra
E o meu corpo gera luz

Nas minhas veias correm sangue da mata viva
E é dele que sou nutrida
E meus cabelos são os galhos das árvores

Sou grito e silêncio
Sou luz e escuridão
Sou sorriso e choro
Sou útero que gera e nutre

Sou a delicadeza e a força
Sou ignorância e autoconhecimento
Sou casta e à agonia das minhas dores de parto

Os meus seios são flores
Que abraçam o mundo e o alimentam.
Do céu as estrelas me guiam
E da selva verde eu nasci

Homenagem: Os Evangelhos Gnósticos de Elaine Pagels

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