Desabafo matinal

 

large (1)Você aí tão distraído,
Pronto para o seu futuro brilhante.
Aproveitando os dias com toda calma,
todo confiante.
Sente-se aqui, amigo,
Só não pergunte sobre a minha vida entediante.
De uns tempos para cá
Ando meio inquieta,
Tem sido difícil ser poeta.
Sobre o viver, meu caro,
Aprenda que amar 
É abismo e coisa certa.

 

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É seu, desde que você queira

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Escrevo mais um poema para você,
Mas sinto que talvez você não leia,
Pois nunca se importou muito
Com as coisas que escrevo,
Mas espero que esse você queira

Já faz um tempo
já faz alguns anos,
Mas sempre me escondi
Por entre os panos

Nunca soube dizer
E ainda não sei,
Mas esses dias chuvosos
Lembram você

Lembram pelo cheiro
Que a chuva tem,
Aquele cheiro de saudade,
E do barulhinho suave que dela vem

A verdade é que sou pequena e frágil,
Talvez eu tenha demonstrado ser forte.
Todo dia me pergunto
Se o que eu sinto por você
é azar ou sorte

Mesmo que você me ame
Eu não poderia me entregar,
Pois me entregaria
De uma forma tão solta
Que poderia te assustar

Tudo que escrevo é sincero
E é a minha maneira de falar,
Já que não sei me desprender
Desse vício que é te amar