Nota:

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Faltou luz aqui na rua hoje, então fui olhar as nuvens pela janela. Enquanto eu me distraia observando o vento passear sobre as árvores percebi que de repente a rua ficou mais movimentada. E por alguns minutos as pessoas pararam de se comunicar através de cabos e fios elétricos.

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O conceito de belo

largePor: Uma Brisa Solitária
Sou fascinada pelos romances alheios. É como se a felicidade deles deixasse um dia nublado menos cinza e fizesse o sol inundar a cidade com seus raios alaranjados, para o dia não ousar-se a ser chuvoso. Isso é ser belo! Porque o verdadeiro belo não suplica por atenção.

Diário de um alcoólatra

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12/03/1975
Venho por meio desta, esclarecer que a boêmia sempre foi o meu melhor amigo, pois nunca me deixou na mão. Principalmente nos dias mais infelizes, da minha suposta vida. A dependência nunca me fez mal, mesmo que os médicos digam que estou morrendo. Quando eu soube da doença fiquei me perguntando se valia a pena viver, mesmo que para isso eu deveria deixar de fazer o que mais gostava. Sugiro que não, pois meus filhos sempre preferiram a mãe, que por sua vez, passa seus dias me evitando, já que não somos mais um casal. Ela vinha me ajudando a parar com a bebedeira, que sempre foi mais forte que eu. Vejo que ela desistiu de perder seu tempo com esse que vos fala. A doença tem me dado mais motivos para querer beber, e a bebida me da força para viver. Venho piorando a cada dia e não suporto a ideia de ter que passar meus últimos e enfadonhos momentos neste hospital. Uma infinidade de amigos e parentes entram e saem do meu quarto. Eles só aparecem quando estamos perto da morte, ou quando já estamos mortos e não precisamos deles. Não os culpo, afinal, quem quer andar com um vagabundo derrotado?! Continuo muito fraco, mas amanhã é a minha cirurgia e espero que tudo ocorra bem, para que eu comemore brindando. Caso contrário, deixo esse diário para os meus filhos e peço-lhes que me perdoem pelo erro que fui. Espero que com esse erro eles aprendam a escolher melhor os seus caminhos. Por fim, esse diário se enterra aqui, assim como eu.

Arquivo

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Querido Scott,
Hoje terminou mais uma fase do meu percurso, graças ao nosso trabalho. Já tem um tempo em que fazemos tudo isso dar certo, confesso que se não fosse a sua força de vontade eu nunca iria conseguir sozinha, até porque sou pessimista demais para achar que algo algum dia poderia dar certo para mim. Hoje, penso que a forma como você me fazia rir transformava tudo que era sério e formal em algo simples e bobo, a ponto de deixar meus dias menos banais e sem vida. A nossa maior semelhança sempre foi adorar os dias chuvosos, não porque dias assim são aconchegantes para uma bela noite de sono, mas por terem um ar tão nostálgico e pessoal. A noite era o nosso refúgio, passávamos horas discutindo assuntos e ideias que muitas vezes foram esquecidos ali mesmo. Em um quarto pouco iluminado, com paredes rachadas e um guarda-roupa antigo, nosso pequeno sossego. Mas você sempre teimou em achar que o amor era a resposta para tudo, não é mesmo? Sempre achou que ele poderia salvar o presente, afinal, você ria do passado e imaginava um futuro em que as batatas fritas iriam dominar o mundo. Nunca se importou com algo que ainda não conhecia e que estava por vir. Mas eu não, passava os dias temendo o amor e o futuro. Como consegue ser tão frio a ponto de não temer o desconhecido? Sugiro que sua mania de achar graça em tudo esteja envolvida nisso. Eu poderia falar sobre os meus dias, mas eles nunca foram tão interessantes assim, portanto, deixo esse pequeno assunto, que não é nada estimulante, para outro momento. Só escrevi mesmo porque lembrei de você por esses dias, afinal, aqui tem chovido bastante e essa sempre foi a nossa maior semelhança.
Com carinho,
Morgana.

Arco-íris

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Paula não sabia o que era amor até comer seu primeiro chocolate.
Jurava amor eterno ao tal do chocolate, e sempre que ficava triste ele a aconselhava.
Certa vez, Paula não tinha por perto o seu querido chocolate, mas apareceu para ela a jujuba.
Foi como amar de novo.

“Deixe o novo entrar,
e quando ele sair
não tranque
a porta”